Lore de Dark Souls II
1. Introdução: A Maldição do Amaldiçoado
A história começa com uma maldição: o fardo da alma oca. Um ser sem nome é arrastado para o reino decadente de Drangleic, na esperança de encontrar uma cura para o fardo que consome sua sanidade.
"A alma é o que dá forma ao homem. Quando se perde, resta apenas o vazio." – Emerald Herald
2. Majula: O Ponto de Descanso
Majula é o refúgio silencioso, onde o protagonista encontra os poucos sobreviventes, como a Emerald Herald, que guia o jogador na jornada para reacender a chama.
3. Os Grandes Lordes e o Ciclo
Você precisa coletar as Grandes Almas para acessar o trono. Cada lorde representa um eco distorcido do passado:
The Lost Sinner
Tentou reacender a chama e falhou, como Gwyn. Vive aprisionada nas sombras.
Old Iron King
Corrompido pela ganância, sua alma parece herdar parte do demônio Capra.
The Rotten
Um amontoado de corpos representando pecado e esquecimento.
Duke's Dear Freja
Guarda a alma de Seath, simbolizando a loucura pela busca de conhecimento.
4. Drangleic e o Rei Vendrick
Vendrick tentou proteger Drangleic, mas enlouqueceu após guerra com os Gigantes. Casou-se com Nashandra, que era na verdade um fragmento do abismo.
Drangleic
A região de Drangleic é geograficamente definida por barreiras naturais: a norte estende-se uma vasta linha costeira, enquanto os outros três lados são rodeados por montanhas. Muito a norte de Drangleic, para lá do grande mar, existe um continente inexplorado onde vive a raça dos gigantes. A leste, Drangleic faz fronteira com o reino de Mirrah, enquanto no distante leste estão localizadas as terras de Jugo e as ruínas do reino de Forossa. A nordeste, Drangleic faz fronteira com as ruínas congeladas do reino de Eleum Loyce. A oeste, Drangleic faz fronteira com a cidade de Volgen. A sul, Drangleic faz fronteira com o reino de Melfia enquanto no sul distante se encontra a terra de Lanafir.
Vendrick, O Rei
Vendrick foi o fundador do Reino de Drangleic, após o colapso de outros reinos que vieram antes. Ele
era um homem sábio, determinado, e que buscava criar um reino próspero, imune à maldição dos
não-mortos. Com a ajuda de seu irmão, Aldia, ele estudou formas de acabar com a maldição e unificar
a humanidade.
A Guerra contra os Gigantes
Em sua busca por poder e estabilidade para Drangleic, Vendrick invadiu a terra dos Gigantes, seres
colossais do outro lado do mar, roubando uma de suas relíquias mais preciosas. Como vingança, os
Gigantes atravessaram o mar e atacaram Drangleic com fúria. Apesar da vitória de Vendrick, o reino
ficou profundamente marcado por essa guerra.
5. Fragmentos de Manus: As Filhas da Escuridão
As quatro filhas – Nashandra, Elana, Nadalia e Alsanna – representam partes corrompidas de Manus e influenciam os reinos com escuridão.
Nashandra
Nashandra começou a sua vida como um pequeno fragmento de Manus, o Pai do Abismo. Quando Manus foi
derrotado, ele renasceu como muitos fragmentos de tamanhos variados. Nashandra era a encarnação do
desejo do seu “pai”, e assim começou a desejar o que não tinha: poder.
Nashandra viajou para a terra de Drangleic, e pôs os olhos no seu poderoso governante, o Rei
Vendrick. Decidida a seduzir Vendrick, Nashandra assumiu uma forma humana de beleza inigualável e
avisou-o de uma suposta ameaça que se aproximava para além do mar: os Gigantes. Ela convenceu-o a
invadir a terra dos gigantes para reclamar o seu poder, o que Vendrick fez com sucesso. Vendrick fez
então de Nashandra a sua rainha e, sob a sua liderança, Drangleic entrou numa paz semelhante à das
Trevas. O governo de Drangleic, no entanto, não foi suficiente para acalmar o desejo de Nashandra,
que desejava um poder ainda maior: a Primeira Chama, que ela pretendia reivindicar para si usando
Vendrick e o Trono do Desejo..
Elana, a Rainha Esquálida
Elana, a Rainha Esquálida, tal como Nashandra, era um fragmento de Manus, Pai do Abismo, supostamente
um fragmento que representava o traço da ira. Recuperando a sua forma, tornou-se Elana, e mais tarde
esposa do Rei Submerso. Não se sabe se ela pretendia trair o Rei Submerso ou se o amava
verdadeiramente, mas um dia Sir Yorgh e os seus Cavaleiros de Sangue de Draco cercaram Shulva,
derrotando o Rei Submerso e despertando Sinh, o Dragão Adormecido, que libertou uma nuvem tóxica que
aniquilou toda a cidade.
De alguma forma, Elana sobreviveu ao cerco e ficou furiosa e vingativa pela destruição da sua cidade
e possivelmente pela morte do seu marido. Ela assumiu a sua verdadeira forma e agora acompanha Sinh,
acumulando almas para o dia da sua vingança.
Nadalia, a Noiva de Cinzas
Nadalia, tal como Elana e Nashandra, é um fragmento de Manus depois de este último ter sido derrotado
pelos Chosen Undead séculos antes. Ela veio para a Torre de Brume em busca do Velho Rei de Ferro,
seja por afeto genuíno ou simplesmente para forçar o seu reino a desmoronar. Mas quando chegou,
descobriu que o rei tinha sido morto e o seu reino deixado em ruínas.
Desesperada, Nadália dividiu a sua alma e guardou os seus fragmentos em vários ídolos cinzentos
espalhados pela Torre de Brume vazia e oca. Ao fazê-lo, ergueu um nevoeiro negro que consumiu a
torre e trouxe de volta os soldados e guerreiros mortos, enfeitiçando-os para a defenderem. Muitos
cavaleiros de terras exteriores vieram à torre para roubar as reservas de ferro da Torre de Brume,
mas os ídolos de Nadália enfeitiçaram os que estavam dispostos a servi-la e destruíram os que
tentaram desafiá-la.
Alsanna, a Silenciosa
Alsanna é uma misteriosa criança das Trevas, um dos muitos fragmentos de Manus, Pai do Abismo. Num momento desconhecido, ela viajou para o reino do norte de Eleum Loyce, governado pelo Rei Marfim, e dedicou-se a ele como seu oráculo. Um antigo Caos foi descoberto nas profundezas da terra, por isso, numa tentativa de apaziguar a chama furiosa, o Rei Marfim construiu uma grande catedral na sua boca e Alsanna rezou em vigilância silenciosa. A tentativa foi infrutífera, e as chamas continuaram a grassar.
6. Os Três Reinos Antigos (DLCs)
Sunken King
Um império subterrâneo obcecado pelo poder dos dragões.
Shulva era uma cidade construída em devoção a Sinh, um dragão antigo que adormecia sob a cidade. Seus
habitantes veneravam o dragão como um deus. O Rei Submerso se apaixonou por Elana, que secretamente
era um fragmento de Manus corrompido pela ira.
A cidade prosperava até que Sir Yorgh e seus Cavaleiros de Sangue de Draco atacaram Shulva,
perfurando o dragão com uma lança sagrada. Isso despertou Sinh, liberando um miasma tóxico que matou
todos na cidade. Elana, enfurecida e consumida pelo ódio, jurou vingança, agora protegendo a coroa
do seu amado rei ao lado do dragão desperto.
Iron Keep
Reino flamejante construído sobre lava, consumido por ganância.
O Velho Rei de Ferro, corrompido pela ganância, construiu uma torre gigantesca usando ferro
derretido, alimentada por forças infernais. Ele pretendia conquistar e dominar com puro poder
bélico, mas acabou sendo consumido por sua própria arrogância, transformando-se em um demônio do
fogo.
Após sua queda, Nadalia, um fragmento de Manus representando afeto e obsessão, chega à torre em
ruínas. Ao descobrir que o rei estava morto, ela parte sua alma em pedaços, espalhando-a em ídolos
por toda a torre, enchendo o local de nevoeiro negro e soldados ressuscitados. Nadalia, mesmo sem
ter se unido ao rei em vida, permanece guardando o que restou dele, como uma viúva eterna de um amor
nunca concretizado.
Eleum Loyce
Reino Cogelado construído sobre gelo, consumido pelo abismo do desespero.
O Rei Marfim era um monarca nobre e altruísta, que construiu Eleum Loyce em uma terra distante e
gélida. Ele encontrou Alsanna, um fragmento de Manus que encarnava medo. Diferente das outras, ela
não o manipulou. Ele a acolheu, e ela passou a temer o poder destrutivo dentro de si.
O rei desceu às profundezas da cidade para conter o caos flamejante e seus cavaleiros o seguiram,
selando-se junto a ele. Eleum Loyce foi então deixada sob os cuidados de Alsanna, que usou seus
poderes para congelar a cidade e conter o avanço do caos, ainda que isso a mergulhasse em uma
solidão eterna.
7. O Trono e a Escolha Final
No fim, você decide: reacender a chama, deixar que morra ou se tornar um novo soberano. O ciclo continua — ou se quebra.
Final 1
Final 1: Sentar no Trono (Trono do Desejo)
"Aceitar o destino e perpetuar o ciclo."
Esse é o final tradicional do jogo. Após derrotar Nashandra e o seu guardião final (como Aldia, se
enfrentado), o jogador se aproxima do Trono do Desejo e se senta nele.
Você aceita o papel de herdeiro e continua o ciclo de reinos que surgem e caem com o tempo, assim
como Vendrick tentou. Não há vitória real — apenas a perpetuação do sofrimento e da maldição, mas
você se torna parte da continuidade do mundo. É uma escolha de conformismo, mesmo com boas
intenções.
Final 2
Final 2: Rejeitar o Trono (Ficar em silêncio)
"Recusar o destino e se afastar do ciclo."
Se o jogador simplesmente vira as costas e vai embora após a batalha final, ele rejeita o Trono. O
jogo termina em silêncio, com o Portador da Maldição deixando o Trono para trás.
Esse final simboliza a negação do destino imposto, recusando tanto a Luz quanto o Abismo. É uma
atitude de rebeldia, mas também de incerteza. O mundo pode ruir, ou talvez renasça de outra forma —
mas você escolheu não participar da repetição.
Final 3
"A busca por um novo caminho."
Disponível apenas se você enfrenta Aldia como chefe final. Ao derrotá-lo, ele reconhece que você é
diferente dos demais — capaz de transcender o ciclo. Ele pergunta se você buscará sua própria
verdade.
Esse é considerado o final mais profundo de Dark Souls II. Em vez de aceitar ou rejeitar o ciclo,
você se torna um ser “Sem Forma”, o Caminhante da Névoa” — alguém que caminha além da Luz e da
Escuridão, sem se prender a nenhuma força primordial.